quinta-feira, 1 de outubro de 2015
domingo, 22 de abril de 2012
Pressentimento
Se eu te ti me esquecesse,
não mais seria a mesma.
O sonho, com sua efêmera essência,
se apagaria e levaria
toda a magia
que guardo no pensamento.
Se eu te ti me esquecesse,
não mais veria aquela estrela
que brilha no céu da esperança
e reflete no imenso mar
de imagens turvas e mansas.
Mas o amor, fonte da vida
que encanta e transcende
me mantém intacta e me restaura,
pois se o sentimento morresse
e eu de ti me esquecesse
perderia a minha alma.
não mais seria a mesma.
O sonho, com sua efêmera essência,
se apagaria e levaria
toda a magia
que guardo no pensamento.
Se eu te ti me esquecesse,
não mais veria aquela estrela
que brilha no céu da esperança
e reflete no imenso mar
de imagens turvas e mansas.
Mas o amor, fonte da vida
que encanta e transcende
me mantém intacta e me restaura,
pois se o sentimento morresse
e eu de ti me esquecesse
perderia a minha alma.
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Desalento
Meu ombro pesa.
Tenho comigo um cofre
cheio de lembranças.
Faço da esperança
companheira invisível.
E permaneço atenta
dia após dia.
Qualquer descuido,
a tempestade surge
ao acaso.
Tenho comigo um baú,
cheio de desejos.
Por isso, fabrico sonhos
e resgato em mim a criança
que nunca deixou de ser.
O tempo sempre me assombra.
Tenho comigo um cofre
cheio de lembranças.
Faço da esperança
companheira invisível.
E permaneço atenta
dia após dia.
Qualquer descuido,
a tempestade surge
ao acaso.
Tenho comigo um baú,
cheio de desejos.
Por isso, fabrico sonhos
e resgato em mim a criança
que nunca deixou de ser.
O tempo sempre me assombra.
Espera
Ando vasia de palavras
como se estivesse
à espera de um chamado.
Talvez não haje estradas,
apenas labirintos
onde faço sempre o mesmo caminho.
Domestico os meus demônios
enquanto as palavras me fogem
e a solidão me afoga.
como se estivesse
à espera de um chamado.
Talvez não haje estradas,
apenas labirintos
onde faço sempre o mesmo caminho.
Domestico os meus demônios
enquanto as palavras me fogem
e a solidão me afoga.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Inspiração
Para escrever um poema
preciso de solidão.
Ser imprevisível, mutante, complexa
como um camaleão.
Para escrever um poema,
careço de um ato de graça
que una o destino
do caçador e da caça.
Não basta ter dois amantes,
sentimentos sem autor,
porque a vida é um instante
e a mão, um ato de amor.
É preciso a palavra certa,
um facho de luz na memória,
como um dardo atravessando a pele
para contar uma história.
Para escrever um poema,
necessito de um momento,
único, solitário, só meu,
na explosão de um sentimento.
preciso de solidão.
Ser imprevisível, mutante, complexa
como um camaleão.
Para escrever um poema,
careço de um ato de graça
que una o destino
do caçador e da caça.
Não basta ter dois amantes,
sentimentos sem autor,
porque a vida é um instante
e a mão, um ato de amor.
É preciso a palavra certa,
um facho de luz na memória,
como um dardo atravessando a pele
para contar uma história.
Para escrever um poema,
necessito de um momento,
único, solitário, só meu,
na explosão de um sentimento.
Album de retratos
Já era noite e a lua desceu até nossa janela.
Sentada no chão, a menina brincava com seus brinquedos coloridos.
O gato observava tudo.
Eu assistia um filme na TV. A cachorra se aconchegou a meu lado.
Fiz do sofá minha cama.
Na cozinha, minha filha preparava uma comida mexicana.
Olhei para minha neta e por um instante fiquei em estado de graça.
Como um flash tudo aquilo me vem na memória.
Quando se rompe o tênue fio que une o ontem e o amanhã,
o tempo pára. E se eterniza no agora.
Sentada no chão, a menina brincava com seus brinquedos coloridos.
O gato observava tudo.
Eu assistia um filme na TV. A cachorra se aconchegou a meu lado.
Fiz do sofá minha cama.
Na cozinha, minha filha preparava uma comida mexicana.
Olhei para minha neta e por um instante fiquei em estado de graça.
Como um flash tudo aquilo me vem na memória.
Quando se rompe o tênue fio que une o ontem e o amanhã,
o tempo pára. E se eterniza no agora.
Liberdade
Abro as portas da noite,
caminho sob meus passos, sem chão.
Passo por universos estranhos.
O meu, já não o alcanço com as mãos.
Visito lugares perdidos,
Meus pensamentos viajam.
Deixo meu mundo pequeno,
certa de que anjos no céu me aguardam.
caminho sob meus passos, sem chão.
Passo por universos estranhos.
O meu, já não o alcanço com as mãos.
Visito lugares perdidos,
Meus pensamentos viajam.
Deixo meu mundo pequeno,
certa de que anjos no céu me aguardam.
Transmutação
Nenhum deus sem tino
toma as rédeas de meu destino.
De repente o sol da noite surge
como um fio mágico,
levando a outros caminhos.
Mas há sempre amor sobrando
para ser doado,
a quem cruzar comigo,
em minha vida.
toma as rédeas de meu destino.
De repente o sol da noite surge
como um fio mágico,
levando a outros caminhos.
Mas há sempre amor sobrando
para ser doado,
a quem cruzar comigo,
em minha vida.
Confidências
Hoje não quero deslembranças pois elas são feitas de dor.
Hoje eu quero um verso que agite meus sentidos.
Hoje não quero ficar no controle.
Eu quero um Deus sereno que me abrace
pacientemente, e viva em minha vida
como um rio que segue na correnteza
levando seu amor.
Não nasci sabendo de mim. Foi preciso uma vida para explodir
em mil pedaços e me juntar novamente.
Hoje eu vejo mais longe, mas não digo tudo que sei.
Às vezes é melhor não se expressar com as palavras.
Algumas machucam tanto que as feridas não cicatrizam.
Hoje eu sou minha própria esperança.
Escrevo o que vivo. E isso me dá prazer.
Mas preciso dizer que nada, nada me dá mais emoção doque apenas
sobreviver.
Hoje eu quero um verso que agite meus sentidos.
Hoje não quero ficar no controle.
Eu quero um Deus sereno que me abrace
pacientemente, e viva em minha vida
como um rio que segue na correnteza
levando seu amor.
Não nasci sabendo de mim. Foi preciso uma vida para explodir
em mil pedaços e me juntar novamente.
Hoje eu vejo mais longe, mas não digo tudo que sei.
Às vezes é melhor não se expressar com as palavras.
Algumas machucam tanto que as feridas não cicatrizam.
Hoje eu sou minha própria esperança.
Escrevo o que vivo. E isso me dá prazer.
Mas preciso dizer que nada, nada me dá mais emoção doque apenas
sobreviver.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Coisas de Deus
Amigos são canções que chegam em minha vida.
Alguns trazem tanta ternura que se transformam
em pura gratidão.
Houve um tempo em que a realidade
queria acabar com a poesia.
Tantos amigos me acolheram e me estenderam a mão.
Mas o tempo roda, roda,
não para um segundo.
Alguns deles vão embora
e eu me sinto tão só neste mundo.
Há pessoas que se orgulham
por não precisarem de ninguém.
Creio que as de mais sorte
também precisam de alguém.
Os que partem nessa lida
voam com asas coloridas
e deixam parte ou metade
do coração com quem fica.
Amigos são canções
que cantam lembranças,
um segredo, um faz- de- conta,
de quando ainda éramos crianças.
É a parte divina
que mora em cada um de nós.
Por isso os amigos
são uma joia rara.
São como anjos plebeus.
Passam-se os anos, envelhecemos.
A nossa criança interior permanece.
Amigos são coisas de Deus.
Alguns trazem tanta ternura que se transformam
em pura gratidão.
Houve um tempo em que a realidade
queria acabar com a poesia.
Tantos amigos me acolheram e me estenderam a mão.
Mas o tempo roda, roda,
não para um segundo.
Alguns deles vão embora
e eu me sinto tão só neste mundo.
Há pessoas que se orgulham
por não precisarem de ninguém.
Creio que as de mais sorte
também precisam de alguém.
Os que partem nessa lida
voam com asas coloridas
e deixam parte ou metade
do coração com quem fica.
Amigos são canções
que cantam lembranças,
um segredo, um faz- de- conta,
de quando ainda éramos crianças.
É a parte divina
que mora em cada um de nós.
Por isso os amigos
são uma joia rara.
São como anjos plebeus.
Passam-se os anos, envelhecemos.
A nossa criança interior permanece.
Amigos são coisas de Deus.
sábado, 11 de setembro de 2010
Carta de meu pai
"Recebi esta carta quando iniciava uma nova fase na minha vida.
Faz muito tempo. Mas parece que foi ontem, pois se encaixa no presente.
Naquilo que vivencio hoje".
Minha filha
Eu quero, nesta mensagem, te desejar "tudo de bom"! Estou aqui, distante, mas neste momento, bem perto de ti, em espírito, abraçando-te, contente. Mas, te envio daqui, de tão longe, um apêlo de velho doido, um pedido que acharás talvez um pouco ridículo, mas que é sincero:
Neste dia, minha boa Sandra, não te esqueças, entra numa igreja, aí, onde estiveres, e dirige-te a Ele, o Bom Pai, para que Ele receba o teu carinho, o teu pensamento, a tua gratidão por tudo o que tens sido. Não deixes de lhe agradecer a Sua Proteção. Eu, daqui, estarei fazendo o mesmo, pedindo-lhe que sempre te acalente tuas ilusões, que te conceda poderes para realizar todos os teus sonhos! Se temos a ventura de nos encontrarmos a nós mesmos, e sabermos "onde estamos" e "para onde vamos"
nesta linda e inolvidavel idade, só podemos nos sentir bem, com felicidade
e satisfação pura, em nosso coração!...
Inicias, talvez, agora, uma nova etapa de tua vida. Tens em ti muita coisa herdada de mim.
Sê honesta contigo mesma. Indulgente, generosa, tolerante com o mundo.
Todos nós temos defeitos... Sê forte e vencerás. Não faças nada de que te tenhas de envergonhar mais tarde. E Deus te protegerá! Tenho fé! Tem fé, também!
Que Deus te Abençoe, filha!
Um grande beijo do teu pai.
Faz muito tempo. Mas parece que foi ontem, pois se encaixa no presente.
Naquilo que vivencio hoje".
Minha filha
Eu quero, nesta mensagem, te desejar "tudo de bom"! Estou aqui, distante, mas neste momento, bem perto de ti, em espírito, abraçando-te, contente. Mas, te envio daqui, de tão longe, um apêlo de velho doido, um pedido que acharás talvez um pouco ridículo, mas que é sincero:
Neste dia, minha boa Sandra, não te esqueças, entra numa igreja, aí, onde estiveres, e dirige-te a Ele, o Bom Pai, para que Ele receba o teu carinho, o teu pensamento, a tua gratidão por tudo o que tens sido. Não deixes de lhe agradecer a Sua Proteção. Eu, daqui, estarei fazendo o mesmo, pedindo-lhe que sempre te acalente tuas ilusões, que te conceda poderes para realizar todos os teus sonhos! Se temos a ventura de nos encontrarmos a nós mesmos, e sabermos "onde estamos" e "para onde vamos"
nesta linda e inolvidavel idade, só podemos nos sentir bem, com felicidade
e satisfação pura, em nosso coração!...
Inicias, talvez, agora, uma nova etapa de tua vida. Tens em ti muita coisa herdada de mim.
Sê honesta contigo mesma. Indulgente, generosa, tolerante com o mundo.
Todos nós temos defeitos... Sê forte e vencerás. Não faças nada de que te tenhas de envergonhar mais tarde. E Deus te protegerá! Tenho fé! Tem fé, também!
Que Deus te Abençoe, filha!
Um grande beijo do teu pai.
domingo, 15 de agosto de 2010
Voo para a vida
Não era por medo
que ele se arrepiava.
Era pelo prazer de ser livre.
Obsevando do alto do prédio,
seus olhos se arregalaram
e ele se despia do seu tédio.
Mais que esforço, usou o tato.
Pendurou-se na grade ao lado
e saltou.
Deu o pulo do gato.
(Este poema fiz para o meu gato Bento mas pode ser tb para uma pessoa).
que ele se arrepiava.
Era pelo prazer de ser livre.
Obsevando do alto do prédio,
seus olhos se arregalaram
e ele se despia do seu tédio.
Mais que esforço, usou o tato.
Pendurou-se na grade ao lado
e saltou.
Deu o pulo do gato.
(Este poema fiz para o meu gato Bento mas pode ser tb para uma pessoa).
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Sincronia
Uma borboleta
sobrevoa a janela.
A menina observa
com seus cabelos de lírios amarelos.
E o sol cintila
e brilha
nos loiros cabelos
da menina.
A borboleta pousa
em quem a chama,
sem saber de onde
tanta luz emana.

sobrevoa a janela.
A menina observa
com seus cabelos de lírios amarelos.
E o sol cintila
e brilha
nos loiros cabelos
da menina.
A borboleta pousa
em quem a chama,
sem saber de onde
tanta luz emana.
sábado, 5 de junho de 2010
Poema ZEN
Costumo deixar as coisas
do jeito que estão.
Dando um passo pra trás,
observo, dentro de mim,
que a vida se refaz.
Atravesso as águas
e o sofrimento se esvai.
Minha alma flui certeira
até encontrar a paz.
Nada menos, nada mais.
do jeito que estão.
Dando um passo pra trás,
observo, dentro de mim,
que a vida se refaz.
Atravesso as águas
e o sofrimento se esvai.
Minha alma flui certeira
até encontrar a paz.
Nada menos, nada mais.
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Hai-Kai
Corra atrás da vida,
com garra e com graça.
Senão, ela passa.
Já não me sou mais.
A minha chama se consumiu
um segundo atrás.
Quadras
Quanto mais preciso de mim,
menos eu me acho.
Quem sabe, fugi pra bem longe
e não encontrei meu passo?
Da sua sombra,
não tenha medo.
Enfrente-a,
quanto mais cedo.
Vou dar queixa ao delegado:
Roubaram meu namorado.
Mas como provar esse crime
se sinto ele a meu lado?
Já é hora de errar menos
e serenar mais.
Aprendendo que os desejos
não conduzem à paz.
Levante o braço
quem souber o que pensa
a pessoa que dorme
a seu lado.
Às vêzes me encontro,
saindo de mim.
Mas como é difícil
se duas assim.
menos eu me acho.
Quem sabe, fugi pra bem longe
e não encontrei meu passo?
Da sua sombra,
não tenha medo.
Enfrente-a,
quanto mais cedo.
Vou dar queixa ao delegado:
Roubaram meu namorado.
Mas como provar esse crime
se sinto ele a meu lado?
Já é hora de errar menos
e serenar mais.
Aprendendo que os desejos
não conduzem à paz.
Levante o braço
quem souber o que pensa
a pessoa que dorme
a seu lado.
Às vêzes me encontro,
saindo de mim.
Mas como é difícil
se duas assim.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
Carinha de nuvem
Uma nuvem pequenina
passeia no céu chuvoso.
Eu da janela penso:
"Conheço bem esses traços"...
É Juvia, filha de minha filha.
Venha cá: me dê um abraço.
E a nuvem, toda branquinha,
solta um riso engraçado.
Tudo passa e vai embora,
como a nuvem e essa canção,
a não ser o sentimento
que cultivo no coração.
passeia no céu chuvoso.
Eu da janela penso:
"Conheço bem esses traços"...
É Juvia, filha de minha filha.
Venha cá: me dê um abraço.
E a nuvem, toda branquinha,
solta um riso engraçado.
Tudo passa e vai embora,
como a nuvem e essa canção,
a não ser o sentimento
que cultivo no coração.
sábado, 13 de março de 2010
Recado
Mando-lhe notícias de meu coração:
Minha alma anda leve,
indo além, como uma dança de folhas.
Tão leve que nem escreve mais poesia.
Murchou.
Eu estava feliz.
Você tocou no meu ponto G.
Me desfolhei como um Ipê.
Minha alma anda leve,
indo além, como uma dança de folhas.
Tão leve que nem escreve mais poesia.
Murchou.
Eu estava feliz.
Você tocou no meu ponto G.
Me desfolhei como um Ipê.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Palavras
Minhas palavras estão famintas
de encantamento.
Minhas palavras são de susto,
de emboscadas.
Minhas palavras têm história.
Fim e começo
e todos os segredos.
Minhas palavras me perseguem
com suas rimas
e me despem,
seduzindo a vida.
de encantamento.
Minhas palavras são de susto,
de emboscadas.
Minhas palavras têm história.
Fim e começo
e todos os segredos.
Minhas palavras me perseguem
com suas rimas
e me despem,
seduzindo a vida.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Abismos
De tudo que já contei,
ainda há um vazio,
linha divisória
atravessada na garganta.
De tudo que já decifrei,
estão os meus sonhos
tão intensos,
que pousei em tuas mãos.
De tudo que já sonhei,
está o amor, atrás, à frente,
que me toca
com seu hálito quente.
Desamparada, rendo-me
à vontade dos deuses.
ainda há um vazio,
linha divisória
atravessada na garganta.
De tudo que já decifrei,
estão os meus sonhos
tão intensos,
que pousei em tuas mãos.
De tudo que já sonhei,
está o amor, atrás, à frente,
que me toca
com seu hálito quente.
Desamparada, rendo-me
à vontade dos deuses.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
CICLOS
Pudera, com um gesto,
reter o tempo
e o instante
que passou.
Pudera o amor,
exercício que não cansa,
soprar o vento
da travessia.
Pudera o tempo
aplacar a dor
do que o desejo
não mais alcança.
Porque o amanhã é sonho,
é mão que arma o arco,
mira o alvo,
solta a flecha e lança.
reter o tempo
e o instante
que passou.
Pudera o amor,
exercício que não cansa,
soprar o vento
da travessia.
Pudera o tempo
aplacar a dor
do que o desejo
não mais alcança.
Porque o amanhã é sonho,
é mão que arma o arco,
mira o alvo,
solta a flecha e lança.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Discernimento
Tudo o que queremos
precede no pensamento:
o bem ou o mal
conduzem ao movimento.
Moldamos, em silêncio,
todo acontecimento
que se anuncia em alegria
ou lamento.
Assim, a forma nasce no antes
e planta ali seu alicerce.
Vigie, portanto, o seu lance,
pois tanto o bem quanto o mal,
crescem.
precede no pensamento:
o bem ou o mal
conduzem ao movimento.
Moldamos, em silêncio,
todo acontecimento
que se anuncia em alegria
ou lamento.
Assim, a forma nasce no antes
e planta ali seu alicerce.
Vigie, portanto, o seu lance,
pois tanto o bem quanto o mal,
crescem.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
As Cores da Natureza
Esculpo na areia os meus versos
libertos onde o vento conduz.
A onda os faz submersos.
tão lindo este oceano azul.
O silêncio na altura emana.
Soberbas colinas e montanhas
onde a bruma, lenta, se desmancha.
tão linda esta calmaria branca.
Passo por árvores altas e calmas.
O aroma das folhas é um deleite,
que induzem paz em minh'alma.
São lindas porque são verdes.
O espirito da Natureza tinge
a grande tela, noite e dia.
E a magia que vibra no ar
encanta a sua vida e a minha.
libertos onde o vento conduz.
A onda os faz submersos.
tão lindo este oceano azul.
O silêncio na altura emana.
Soberbas colinas e montanhas
onde a bruma, lenta, se desmancha.
tão linda esta calmaria branca.
Passo por árvores altas e calmas.
O aroma das folhas é um deleite,
que induzem paz em minh'alma.
São lindas porque são verdes.
O espirito da Natureza tinge
a grande tela, noite e dia.
E a magia que vibra no ar
encanta a sua vida e a minha.
domingo, 29 de novembro de 2009
Receita
Como esquecer uma paixão,
libertar a alma nua
presa em sua solidão?
Há que apagar
as palavras insanas,
refazer a história,
o que está distante,
e que descansa
na memória.
Há que desfazer o encanto,
exorcisar do corpo
a saudade que aflora.
Negar a chama que persiste,
se acaso arde
como outrora.
libertar a alma nua
presa em sua solidão?
Há que apagar
as palavras insanas,
refazer a história,
o que está distante,
e que descansa
na memória.
Há que desfazer o encanto,
exorcisar do corpo
a saudade que aflora.
Negar a chama que persiste,
se acaso arde
como outrora.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Um lugar chamado Poesia
Há ninhos de estrelas nos versos
A fantasia corre na rua.
O que ilumina este Universo
são almas muito puras.
Na entrada tem um cartaz,
que diz: “entre, venha sonhar".
Voe livre, cultive palavras,
sinta a energia no ar!”
Toque as nuvens. Tudo é possivel.
Alí não tem amanhã.
Verás uma força existindo.
A inspiração nasce com afâ.
As frases são tantas e se espalham
O excesso segue viagem...
A fonte é a imaginação.
Não há liberdade sem arte.
Já quero voltar para lá.
Vem também, convido você.
Quero escrever e atingir
o coração de quem me lê.
A fantasia corre na rua.
O que ilumina este Universo
são almas muito puras.
Na entrada tem um cartaz,
que diz: “entre, venha sonhar".
Voe livre, cultive palavras,
sinta a energia no ar!”
Toque as nuvens. Tudo é possivel.
Alí não tem amanhã.
Verás uma força existindo.
A inspiração nasce com afâ.
As frases são tantas e se espalham
O excesso segue viagem...
A fonte é a imaginação.
Não há liberdade sem arte.
Já quero voltar para lá.
Vem também, convido você.
Quero escrever e atingir
o coração de quem me lê.
domingo, 25 de outubro de 2009
Epifania
Um efêmero sussurro
toca meu pensamento.
Nada é mais real
neste momento.
O invisivel se aproxima
e eu o chamo para dentro.
Me ensina, me orienta,
me empurra para o centro.
Serena, incide tranquila
a luz, o insight subliminar.
A voz de alguém me guia:
meu outro eu a se expressar.
toca meu pensamento.
Nada é mais real
neste momento.
O invisivel se aproxima
e eu o chamo para dentro.
Me ensina, me orienta,
me empurra para o centro.
Serena, incide tranquila
a luz, o insight subliminar.
A voz de alguém me guia:
meu outro eu a se expressar.
sábado, 1 de agosto de 2009
A viagem
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Oh! Tristeza me desculpe!
Estou de malas prontas,
hoje a poesia veio ao meu encontro,
já raiou o dia, vamos viajar!
Vamos indo de carona
na garupa leve do vento macio,
que vem caminhando,
desde muito longe...
lá no fim do mar!
Vamos visitar a estrela
da manhã raiada,
que pensei perdida pela madrugada,
mas que escondida,
querendo brincar...
Senta nessa nuvem clara, minha poesia,
anda, se prepara,
traz uma cantiga,
vamos espalhando música no ar!
Olha quantas aves brancas,
minha poesia, dançam nossa valsa,
pelo céu que o dia fez todo bordado,
de raios de sol.
Oh, poesia me ajude,
vou colher avencas, lírios, rosas, dálias
pelos campos verdes,
que você batiza
de jardins do céu...
Mas, pode ficar tranquila, minha poesia!
Pois nós voltaremos,
numa estrela guia,
num clarão de lua,
quando serenar...
Ou, talvez até quem sabe,
nós só voltaremos,
no cavalo baio,
no alazão da noite,
cujo nome é raio...
Raio de Luar.
( letra de Paulo César Pinheiro)
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Vovó mora na nuvem?

(Juvia perguntou à Fernanda se a vovó morava na nuvem ao viajar de avião!)
E eu lhe respondi:
Juvia
Não moro na nuvem branca
nem na estrêla dourada,
tampouco naquele céu
que brilha na noite clara.
Não moro na lua redonda
com sua face de prata
nem passeio na grande onda
com golfinhos de mãos dadas.
Eu moro longe do teu mundo,
e o lugar é muito lindo.
Lá guardo um amor profundo
e também o teu sorriso.
Moro sim, no teu pensamento.
E essa é a mais pura verdade.
Nas lembranças que só o vento
enche um coração de saudade!
sábado, 13 de junho de 2009
A estrada não trilhada
Num bosque, em pleno outono, a estrada bifurcou-se,
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia...
Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.
E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.
Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.
Robert Frost
mas, sendo um só, só um caminho eu tomaria.
Assim, por longo tempo eu ali me detive,
e um deles observei até um longe declive
no qual, dobrando, desaparecia...
Porém tomei o outro, igualmente viável,
e tendo mesmo um atrativo especial,
pois mais ramos possuía e talvez mais capim,
embora, quanto a isso, o caminhar, no fim,
os tivesse marcado por igual.
E ambos, nessa manhã, jaziam recobertos
de folhas que nenhum pisar enegrecera.
O primeiro deixei, oh, para um outro dia!
E, intuindo que um caminho outro caminho gera,
duvidei se algum dia eu voltaria.
Isto eu hei de contar mais tarde, num suspiro,
nalgum tempo ou lugar desta jornada extensa:
a estrada divergiu naquele bosque – e eu
segui pela que mais ínvia me pareceu,
e foi o que fez toda a diferença.
Robert Frost
quarta-feira, 29 de abril de 2009
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