quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Olhos de gato
Willian Shakespeare
a diferença que havia
entre Amor e Amizade,
ele me disse essa verdade...
O Amor é mais sensível
a Amizade mais segura.
O Amor nos dá asas,
a Amizade o chão.
No Amor há mais carinho,
na Amizade compreensão.
O Amor é plantado
e com carinho cultivado,
a Amizade vem faceira,
e com troca de alegria e tristeza,
torna-se grande companheira.
Mas quando o Amor é sincero
ele vem como um grande amigo,
e quando a Amizade é concreta,
ela é cheia de carinho.
Quando se tem um amigo,
ou uma grande paixão,
ambos sentimentos coexistem
dentro do seu coração.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Canção do Tempo
tão calmamente em mim.
Minha tristeza arrefece.
O tempo parou por aqui.
Nada na vida é à toa.
Relembro o céu que vivi.
Apenas o sonho repousa.
Um grande amor não morre assim.
Transcedo o momento, afinal
com alegria e espanto.
O vôo ainda persiste
no ritmo do meu canto.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Vibração e Poesia
Escrever poesia é um modo atraente de sintonizar. Também a leitura de poesia comprometida com ideais elevados, de beleza, magia e espiritualidade. Tipo Kalil Gibran, Rabindranat Tagore ou Rainer M. Rilke, Isto eleva o pensamento, ajuda a descolar um pouco desta parafernália, este torvelinho social, este caos urbano que nos ameaça, dirigindo a alma para uma capacidade de enxergar no alto da montanha, ajudando a discernir os caminhos.
Este pensamento de 5ª dimensão acalma as emoções, traz um sentimento de alívio. Assim começa o treinamento para tornar-se um viajante multidimensional. Vivendo na 3D, saber focar a 5D para seguir com este foco na vida, a fim de realizar mutações na freqüência que ajudem a fazer uma passagem suave para a vida tempo-espacial da 5D. Os monges Zen, por exemplo, perceberam que a consciência expandida é a freqüência perfeita do ser. Na 3D há muita estática, muita dissonância. Na verdade não há trabalho mais urgente que ajudar as pessoas a relaxar, aprendendo a viver em estado meditativo.
Quem consegue o domínio desta consciência 5D, torna-se muito seguro de si, muito exato. Aprende a desviar-se das situações que o constrangeriam a uma sintonia 3D, tais como discussões, auto-piedade, ambientes impuros, substâncias tóxicas. E volta-se ato contínuo para uma lembrança básica que naturalmente eleva a consciência através da 5D e até mais além. É o pensamento de que Só Existe Deus.
(Targon Darshan)
sábado, 17 de janeiro de 2009
Ode ao gato ( Pablo Neruda)
Os animais foram imperfeitos,
compridos de rabo, tristes de cabeça.
Pouco a pouco se foram compondo,
fazendo-se paisagem,
adquirindo pintas, graça, vôo.
O gato,
só o gato
apareceu completo
e orgulhoso:
nasceu completamente terminado,
anda sozinho e sabe o que quer.
O homem quer ser peixe e pássaro
a serpente quisera ter asas,
o cachorro é um leão desorientado,
o engenheiro quer ser poeta,
a mosca estuda para andorinha,
o poeta trata de imitar a mosca,
mas o gato
quer ser só gato
e todo gato é gato
do bigode ao rabo,
do pressentimento à ratazana
viva,
da noite até os seus olhos de ouro.
Não há unidade como ele,
não tem a lua nem a flor
tal contextura:
é uma coisa só
como o sol ou o topázio,
e a elástica linha em seu contorno
firme e sutil é como
a linha da proa de uma nave.
Os seus olhos amarelos
deixaram uma só ranhura
para jogara as moedas da noite
Oh pequeno imperador sem orbe,
conquistador sem pátria
mínimo tigre de salão, nupcial
sultão do céu
das telhas eróticas,
o vento do amor
na intempérie
reclamas
quando passas
e pousas
quatro pés delicados
no solo,
cheirando,
desconfiando
de todo o terrestre,
porque tudo
é imundo
para o imaculado pé do gato.
Oh fera independente
da casa, arrogante
vestígio da noite,
preguiçoso, ginástico
e alheio,
profundíssimo gato,
polícia secreta
dos quartos,
insígnia
de um
desaparecido veludo,
certamente não há
enigma
na tua maneira,
talvez não sejas mistério,
todo o mundo sabe de ti e
pertence
ao habitante menos misterioso,
talvez todos acreditem,
todos se acreditem donos,
proprietários, tios
de gatos, companheiros,
colegas,
discípulos ou amigos
do seu gato.
Eu não.
Eu não subscrevo.
Eu não conheço o gato.
Tudo sei, a vida e seu arquipélago,
o mar e a cidade incalculável,
a botânica,
o gineceu com os seus extravios,
o pôr e o menos da matemática,
os funis vulcânicos do mundo,
a casaca irreal do crocodilo,
a bondade ignorada do bombeiro,
o atavismo azul do sacerdote,
mas não posso decifrar um gato.
Minha razão resvalou na sua indiferença,
os seus olhos tem números de ouro.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Criança de Gaza
Canta, dança, corre...
coloca o manto da alegria.
Deixe tua imaginação voar com as andorinhas
Ressucitas os valores errados e sonhe.
Sonhar?
Nunca podereis saber porque teus sonhos
dormem nas pedras.
Porque não tocaste o mistério da vida.
Vou te contar criança,
sobre as ondas que quebram na areia,
sobre a mágica esperança,
sobre o colorido das flores.
É tempo de cinzas. Desencantos.
Só os seres humanos maculam
o amor de Deus. E no entanto,
Ele se encontra em toda parte.
Voe no vasto céu como passarinho.
Nem pergunte onde irás.
Só assim, desfarás fronteiras,
e o teu caminho será de paz.
sábado, 10 de janeiro de 2009
Poesia, o nada que é tudo ( Affonso Romano de Sant'Anna)
Quando lhe disserem que a poesia não tem mais lugar nesse mundo dos diabos (porque no dos deuses sempre tem), não acredite. Quando lhe disserem que no planeta Bush continuam erguendo muros para separarem homens e culturas, observe que a poesia ainda pode congregar vozes e esperanças. E se eu tivesse dúvidas sobre isto, aqui nesta Feira de Livros de Frankfurt, onde as notícias , em geral, giram em torno de cifras de milhões, tanto de leitores de tal ou qual autor ou, então, de quanto o romancista X ou Y recebeu de adiantamento por um livro ainda não escrito, nesta feira pragmática e globalizada, a poesia abriu um clareira nos espessos interesses da selva capitalista.
É que, no meio de tantos estandes onde os livros, como num esquife, aguardam que alguém lhes dê vida com o sopro de sua leitura, o “Internazionales Zentrum” instalou um auditório onde poetas convidados se apresentam. E preparou uma jornada especial chamada de “A noite dos 1001 poemas”, onde oito poetas selecionados, da China ao Iraque, da Argentina à Angola, do Marrocos à Guatemala, do Canadá ao Brasil, dizem seus poemas. Enquanto falamos, aparece num telão a tradução para o alemão. E após uma espécie de “talk show”, em que cada um responde questões sobre sua vida e obra, atores alemães fazem a leitura final de mais poemas de cada autor. São cinco horas ininterruptas de poesia. As pessoas passam, param e ficam ouvindo esses estranhos seres caídos de outra galáxia.
O primeiro a apresentar-se é Humberto Ak’abal. Ergue-se com sua cabeleira de índio maya, com uma camisa branca com bordados coloridos e alguns colares no pescoço, e entoa um poema-hino, como o faziam os shamans de sua tribo, desde os tempos imemoriais do canto cosmogônico maya - o Popol Vuh. De repente, na moderníssima Frankfurt, cheia de prédios de aço e vidro, estamos em torno da fogueira acesa da palavra. E assim, até o final, quando o poeta marroquino Abdalla Zorika e sua esposa, a cantora Touria Hadrouni, sem acompanhamento instrumental, com a pureza tocante de sua voz, arranca das margens milenares do Mediterrâneo a lembrança de que poesia essencialmente é canto e palavra.
Durante a apresentação dos colegas, eu tentava olhá-los com a estranheza que se tem que ter nos olhos quando queremos entender algo em toda a sua “estranhidade”. Por exemplo, aquele poeta chinês Xiao Kaiyn lendo seus textos e eu imaginando-o, lá nos arredores de Pequim, juntando seus caracteres para expressar sentimentos e perplexidades, tanto quanto esse iraquiano Sangon Bouloes ou a poeta da Indonésia, que ouvi ontem, assim como o francês-espanhol Claude Esteban, que noutra oportunidade se apresentou. Ali está Ana Paula Tavares, falando de sua sofrida Angola, Carmen Boulosa narrando a tragédia que viveu naquele 11 de setembro em Nova York, e Todd Swift, irrequieto e criativo poeta canadense, convertendo guerra e história em poesia. E, no entanto, dizem que a poesia não interessa a ninguém, que os poetas não têm nada que fazer nesta cruel sociedade eletronicamente bilionária e humanamente miserável
Nisto tudo, algo intrigante e mágico. Mesmo quando os poemas eram falados numa língua que não se entendia, uma imponderável comunicação cruzava o ambiente. A voz, ou seja, o fluir vibrante de uma certa melodia e ritmo; o corpo — mesmo os pequenos gestos intencionais e involuntários — ou o brilho no olhar constituíam parte de um texto expressivo. Isto lembrava-me de algo narrado por Chomsky- esse cientista da linguagem que narrou que um certo linguista, assistindo à leituras de poemas em línguas que não conhecia, era capaz de dizer quais eram os melhores e piores poemas e até a apontar quem seria o vencedor.
Pode até haver um certo exagero em quem narrou-me essa história, mas isto lembra-me Alfonso Reyes e seu célebre estudo sobre as “jitanjáforas”, nome que deu a esses poemas que são jogos de palavras aparentemente ininteligíveis, mas que acabam por exprimir e/ou comunicar alguma coisa, tanto nos rituais quanto no dia-a- dia.
Minha cabeça tenta entender essa coisa intrigante. Se os editores dizem que poesia não vende, que poesia não rende, que ninguém compra poesia, que poesia não se negocia nas bolsas de valores, então, Senhores do Conselho de Sentença, dizei-me vós, por que cresce cada vez mais o número de poetas sobre a terra? Se a poesia não serve para nada, e se “lutar com palavras é a luta mais vã”, porque milhões de poetas recomeçam essa luta “mal rompe a manhã”?
Na verdade, na verdade vos digo: há mais poetas hoje que ontem, e amanhã haverá mais poetas que hoje. E o caso da poesia é o mesmo da arte em geral. A poesia, como a arte, não morre nunca, porque mais que um gênero literário, é uma “função” da mente humana. Ela dá voz a algo que nenhuma outra arte ou forma de expressão pode expressar por ela. E algumas, não poucas, mas milhões e milhões de pessoas têm necessidade da poesia como uma “segunda língua”. Por isto cantam, por isto escrevem, por isto pegam seu dinheirinho e editam seus livros ou saem mundo afora falando seus poemas. E ao contrário da maioria das outras artes, que se transformaram predominantemente em negócio, a poesia vive uma situação ambígua: porque a palavra do poeta não se converteu em “commodity” e produto descartável que segue a moda e o mercado, ela guarda uma autenticidade e uma independência que a singularizam.
Retomemos aquela afirmativa inicial de que a poesia e a filosofia não servem para nada. No entanto, como já o disse em outro texto e contexto, reinventando as leis naturais de Lavoisier:
“Na poesia nada se perde. Na poesia o nada se cria e o nada se transforma”.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
quinta-feira, 1 de janeiro de 2009
Feliz Ano Novo
terça-feira, 30 de dezembro de 2008
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Meus vinte anos
domingo, 16 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Eu e a poesia
Tento entender meu destino,
seus rumos traiçoeiros.
Não reprimo os desejos
e de nada me arrependo.
Sonho todas fantasias.
Idade, não sei se tenho.
A inspiração se agiganta
quando sigo devaneios.
Escrevo aquilo que sou.
Está na ponta da lingua.
Só caminho nesta vida
fazendo minhas poesias.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Tédio
Essas pessoas que guardam seus fantasmas
nas gavetas da memória,
me espantam.
Essas pessoas que despejam
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Dança comigo
Sinto gosto de festa.
Me tome em seus braços
e vá seguindo o compasso,
não uso plumas nem brocados...
Solte seus medos,
se livre de todos os pesos.
Me leve em vôo rasante.
Hoje tudo é possível.
Me encante!!!
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Re invenção ( Sandra Reis)
Vivo ilusões, ando em círculos.
Faço da poesia
um estigma.
Anseio em mudar a vida,
livre dos laços do tempo.
Mas não a encontro, esperança:
anda longe, ao vento.
Sobrevivo a cada instante.
Começo tudo outra vez.
Sigo sózinha, errante,
sempre rumo ao talvez.
domingo, 26 de outubro de 2008
Mal de amar
À sombra de uma palmeira
procurei você em vão.
A paisagem e o cenário
pressagiavam o verão.
Então rabisquei na areia
com gestos uns traços teus.
E neles ressuscitei
os melhores sonhos meus.
Pensei neles, contemplando
a névoa branca e o mar,
não deixando que os desejos
a onda venha a levar.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Meu Amigo de sempre
Todos os dias um Anjo me observa. Sob seu olhar, meus medos se dissolvem.
Quando a esperança definha, ele me abre os caminhos. E me olha com detalhes.
Há momentos em que ruborizo. Ele invade a minha privacidade, meus pensamentos e a intimidade.
À noite, quando sonho, ele estica seu olhar e me contempla. O silêncio é sua palavra, que sussurra em minha alma e derrama luz nas minhas carências.
Aceito tudo cegamente.
E assim, de mãos dadas, nos saciamos. Eu, com ânsia de sorvê-lo, não me canso de chamá-lo.
Ele, com ânsia de se dar, não se cansa de me amar.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Desalento
Saudade é tempo suspenso
que voa sem direção
e corta como uma lâmina
a teia do coração.
É lembrança do passado
e ferida permantente:
machuca sem compaixão
os sentimentos da gente.
Aquilo que rasga a carne,
uma vida represada,
memória que permanece
implacável e intacta.
sábado, 26 de julho de 2008
Meu Eu Superior
Onde encontrar palavras
que Te traduzam?
És tudo. Estás em todos os lugares,
indecifrável e Superior.
Na Tua infinitude
reconheço minha impotência,
mas sei que também sou
uma centelha da Tua essência.
Aqui estou, neste ilusório
esforço de Te desvendar,
assumindo cada personagem
que em mim toma Teu lugar.
És a fonte que se revela
na quietude de minha mente.
No Teu seio etéreo
viverei para sempre.
domingo, 13 de julho de 2008
Sombras
minhas sombras me alcançam,
atravessam meu quarto
e seguram minhas mãos.
Garimpo estrelas,
fugindo do passado,
mas as sombras me perseguem
por todo o lado.
Apago todas as pegadas,
me livro de todos os pesos
e escondo debaixo da cama
meus medos.
Elas estão no enredo da vida,
no coração e no peito.
Em uma trilha perdida,
deste meu sonho desfeito.
Meu avô ( Fernanda Reis)

Onde você estará?
No céu, no ar?
em que estrela você vai morar?
Queria tanto te achar....
Eu sinto saudades
de quando a gente brincava
a gente se escondia
e você nos achava.
Será que aí existe
um lugar para brincar?
Será que outra menina
tomou o meu lugar?
Um dia meu avô
a gente vai se encontrar
e vamos brincar tanto
que eu nem vou aguentar.
Vou pegar uma charrete
com você aí no céu
e vamos ser uma dupla
de se tirar o chapéu!
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Amiga
Mas é dificil segurar a emoção
Sem conhecer ao certo o caminho
que minhas palavras tomarão.
Queria te falar do amor que não vivi,
das ânsias de aventuras submersas nas estrelas.
dos lamentos abafados que não extravasei,
do oceano profundo que não mergulhei,
dos desejos que surgem alucinantes.
Tudo é magia e quimera.
Barco sem vela.
Queria falar de mim,
guiada pelo delírio,
fiel ao meu sonho,
embriagada de ilusão.
Tecendo meu destino em vão.
De repente me descubro mutante,
felina, soberana.
Como fêmea que és,
sei que me entendes.
Minha amiga, ouve o que eu sinto
sem saber detalhes.
Ouve um coração batendo , exposto no ar
apenas sinta como é sutil seu despertar.
A Alma da Terra
da árvore da vida,
esboço,
do que desejamos ser.
Busco em mim,
o homem que não sou.
Buscas em ti
a mulher que queres ser.
Nascemos livres,
mas acorrentados.
Não percebemos
a própria realidade.
Precisamos ser completos
e não escravos.
Voltar a ser Divindade.
Que nostalgia é essa
que se apossa de nós?
É o amor infinito,
essência universal.
A única e possivel
maneira de amar.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
A Bailarina ( Cecília Meireles)
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina
Não conhece nem dó nem ré
mas sabe ficar na ponta do pé.
Não conhece nem mi nem fá
mas inclina o corpo para cá e para lá.
Não conhece nem lá nem si,
mas fecha os olhos e sorri.
Roda, roda, roda com os bracinhos no ar
e não fica tonta nem sai do lugar.
Põe no cabelo uma estrela e um véu
e diz que caiu do céu.
Esta menina tão pequenina quer ser bailarina.
Mas depois esquece todas as danças,
e também quer dormir como as outras crianças.
De corpo e alma
de não acolher mais a solidão.
Meu coração
quer caminhar junto,
partilhar alegrias.
Tremo de susto
deste sentimento
que liberta,
que me faz esquecer
a insensatez de ser só.
Não temo esta fusão
de corpo e alma.
Tremo de espanto
porque meu amor
por você é tanto,
que nem ligo se a solidão
vier novamente
ao meu encontro.
domingo, 11 de maio de 2008
Poema Urgente
Mágico e colorido.
E que ele invada os lugares
tristes e calados.
Que a sua mensagem chegue
como um arco-íris.
E que todos digam: sim,
deixe o poema passar.
Deixe ele te guiar
e tirar-te dos teus limites.
Que o poema silencie
os gritos.
Que acalme os trovões.
E que os homens
aprendam o idioma das estrelas
para que se amansem
todos os corações.
domingo, 4 de maio de 2008
Delirios de minha alma
é sonho ou realidade
Em que tempo tu te escondes
nessa eterna viagem?
A que vens frágil cristal
imperecível às dores,
resistente como o sol,
sublimando teus temores?
Estrela peregrina
flutuas luminosa
vinda de distante fonte
de forma vertiginosa.
Se te chamas ilusão,
perdida no espaço,
minha vida é solidão,
forjada passo a passo.
Energia inexplicável,
mistério do Universo,
me transmuto em amor,
escrevendo os meus versos.
Me perdoe se eu indago:
"Quem sou eu e o que esperar?"
Me confessa, me ajuda
a esse enigma decifrar.